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GUIÃO DE EXPLORAÇÃO PEDAGÓGICA
Adaptado de Aline Côté por Christelle Rodrigues
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Concebido para jovens com idades compreendidas entre os 13 e 17 anos.
Em contexto escolar, destinado preferencialmente ao 3º Ciclo do Ensino Básico e ao Ensino Secundário.
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| OBJECTIVOS |
- Sensibilizar para o direito de todas as crianças e jovens à vida;
- Identificar causas que conduzem ao suicídio;
- Promover uma atitude de responsabilidade pela própria vida;
- Desenvolver competências de saber escutar;
- Desmistificar estereótipos frequentemente associados ao suicídio;
- Prevenção do suicídio juvenil;
- Reforçar a inteligência emocional.
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| CLARIFICAÇÃO DE CONTEÚDOS |
- Direito à vida;
- Suicídio: causas e consequências;
- O suicídio na adolescência;
- Importância da comunicação;
- Liberdade vs. Prisão;
- Relativização dos problemas quotidianos;
- Prazeres do dia-a-dia;
- O papel dos adultos na prevenção do suicídio juvenil.
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| ACTIVIDADES DE EXPLORAÇÃO PEDAGÓGICA |
Antes de abordar esta temática tão delicada, é fortemente recomendado aos professores e animadores que se encontrem devidamente preparados para responder com rigor e toda a seriedade devida ao tema, na medida em que entre o público-alvo pode estar presente algum(a) jovem com tendências suicidas.
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| PRÉ-VISIONAMENTO |
- Esta primeira etapa permite introduzir a temática tratada pelo filme, sendo o momento privilegiado para a descoberta dos conteúdos que vão ser tratados.
- No sentido de introduzir a temática em causa, propõe-se o desenvolvimento de um brainstorming sobre o tema, dando particular atenção às definições de suicídio e às suas causas e consequências por parte dos alunos.
- Sugere-se também a utilização de um fait divers sobre o tema, como forma de iniciar o tratamento da questão e preparar os alunos para o visionamento do filme.
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| VISIONAMENTO |
Consoante os objectivos do visionamento e atendendo à população-alvo em questão, cabe ao professor/animador decidir a forma como vai ser visionado o filme. Contudo, sugere-se que com alunos mais velhos, se proceda a um único visionamento na íntegra, sendo possível, se necessário, rever algumas questões concretas do filme, recorrendo a visionamentos parciais do mesmo durante as actividades de exploração propriamente dita.
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| PÓS-VISIONAMENTO |
- Propõe-se, num primeiro momento, uma revisão geral do filme, no sentido de verificar a compreensão plena da mensagem, através do questionamento directo ao grupo, nomeadamente:
- O que é que constitui uma armadilha para o protagonista?;
- Qual é a diferença entre o compor-tamento da raposa e o do jovem?;
- O que significam as portas que se fecham no peito do personagem?;
- Qual o papel do espelho?;
- Qual a mensagem contida no livro que o jovem deixa à sua amiga?
- Sugere-se ainda focar a atenção sobre alguns elementos do filme, necessários à correcta interpretação do mesmo:
- O paralelismo entre a raposa e o protagonista faz contrastar o desejo de sobrevivência do animal e o desejo de morte do jovem. Contudo, enquanto a raposa se deixa surpreender pela armadilha dos outros, o jovem fecha-se na sua própria armadilha. Existe igualmente um contraste entre a prisão do rato e a liberdade da raposa;
- As grades, as portas e a armadilha são os três grandes símbolos utilizados na construção desta narrativa. As grades remetem para o conceito de liberdade. As portas representam a abertura ou a renúncia à vida, consoante se encontrem abertas ou fechadas. Cada porta fechada reduz a personagem a uma existência cada vez mais limitada, sendo o caminho que ela empreende para a morte. A armadilha simboliza o suicídio, na medida em que este se dissimula na ilusão da liberdade erradamente associada;
- O barco no fundo do mar representa o naufrágio tal como os sentimentos da personagem. Remete, assim, para a mudança de existência, de um mundo para outro, um pouco à semelhança da simbologia da antiguidade.
- Propõe-se, de seguida, a promoção e desenvolvimento de debates directamente relacionados com o filme, como:
- Comparar a atitude da raposa e da personagem do ponto de vista da armadilha: exterior e interior. Como é que se constrói a prisão interior?
- Na última visita, o amigo do protagonista está ausente. Ora, sabemos que muitas das pessoas que se tentam suicidar fazem quase sempre apelo a uma pessoa de confiança. Como é que podemos reconhecer um pedido de ajuda?
- Sugere-se, ainda, a generalização da temática através de diversos debates, entre os quais, os seguintes:
- Como o suicídio tem, muitas vezes, na sua origem uma acumulação de pequenos desencorajamentos, dar exemplos de pequenas prisões quotidianas que conduzem à desmotivação. Encontrar formas de desdramatização das mesmas e procurar soluções para cada uma das pequenas prisões identificadas;
- Debater a importância da comunicação como forma de evitar o isolamento e o fechar gradual das portas da vida: como falar e com quem? Como escutar?;
- O suicídio é geralmente uma forma de violência virada contra si próprio. Reconhecer e comentar outras formas de morte lenta e menos explícitas, como o alcoolismo, a toxicomania, o tabagismo, etc.;
- O suicídio pode ser também uma forma de vingança contra alguém que não responde há já algum tempo às nossas expectativas. Discutir a importância de se reconhecer como principal responsável das nossas vidas;
- O direito à vida é um direito fundamental reconhecido pelos Estados membros da Convenção (ver docuemntação de apoio): Como é que os Estados podem evitar ou limitar o suicídio entre os jovens?;
- Enumerar todas as pequenas felicidades do quotidiano (os talentos, os objectivos atingidos, os prazeres mais simples como a música, o cinema, os amigos, etc.). O que é que conduz a não se conseguir aproveitar estes pequenos prazeres diários? Debater a relação entre as expectativas e as realizações, o irrealismo de alguns sonhos, os perigos do perfeccionismo, a amplificação feita dos problemas relativamente ao que corre bem, etc.
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| DOCUMENTAÇÃO DE APOIO PEDAGÓGICO E CIENTÍFICO |
- Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança, 1990;
- SAMPAIO, D., A Cinza do Tempo, Lisboa, Caminho;
- WHURTZEL, E., Nação Prozac, Lisboa, Editorial Presença;
- CALADO, I., A utilização educativa das imagens, 1994, Porto, Porto Editora;
- SILVA, M. G., Métodos e técnicas pedagógicas, 1992, Lisboa, CNS;
- MANES, S., 83 jogos psicológicos para a Dinâmica de Grupos, 2003, São Paulo, Paulus;
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