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GUIÃO DE EXPLORAÇÃO PEDAGÓGICA
Elaborado por Paulo Lameiro
(Lic. em Ciências Musicais pela Univ.Nova de Lisboa, post-graduação em Etnomusicologia)
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| DESTINATÁRIOS |
Crianças dos 6 aos 15 anos e público em geral.
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| OBJECTIVOS |
- Promover o interesse pela leitura musical;
- Iniciação à escrita musical: os sons também se escrevem;
- Apresentação da pauta de 5 linhas, das principais figuras rítmicas e dos acidentes;
- Apresentação do conceito de partitura musical;
- Apresentação da armação de clave: o compasso, as claves de sol e de fá, os sustenidos e os bemóis;
- Estimular a descoberta da análise musical;
- Estimular a descoberta das famílias de instrumentos: os sopros e as cordas;
- Promover o conhecimento das regras da música de conjunto, e iniciar o conceito de orquestra.
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| CLARIFICAÇÃO DE CONCEITOS |
- Notação musical: o lugar das letras e palavras na língua materna é ocupado pelas notas e figuras rítmicas na Música;
- A Pauta como gráfico de alturas e durações: hoje com 5 linhas, começou por ter uma única mas teve muito mais na História até se definir como pentagrama;
- Figuras rítmicas e compassos: medir e marcar as durações dos sons;
- Dinâmica: como se regista a intensidade dos sons numa partitura;
- Tempo: definir andamentos rápidos e lentos na escrita musical;
- Composição: como se processa o acto criativo numa obra musical;
- Acústica musical: o som como fenómeno vibratório.
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| ACTIVIDADES DE EXPLORAÇÃO PEDAGÓGICA |
- Partindo dos sons do quotidiano, procurar o seu registo no papel, de forma gráfica, com recurso a manchas, linhas, cores ou outros meios propostos pelos alunos;
- Exercitar a escrita de uma partitura, procurando sobrepor dois ou mais movimentos/objectos sonoros, e convidar a turma a ler essa partitura;
- Exercitar a leitura sonora de um desenho ou pintura, procurando nas formas, cores e linhas elementos musicais;
- Coleccionar nomes de instrumentos musicais entre os alunos, e procurar classificá-los segundo a forma como produzem som: cordas, sopros e percussões;
- Inventar símbolos para escrever sons produzidos pelos alunos individualmente e em grupo;
- Estabelecer relações entre a Música, a Matemática e a Física: ritmos e compassos que se estruturam numericamente, comportamentos dos materiais que produzem o som;
- Propor o estudo do órgão auditivo nos Humanos, sublinhando o facto do som se propagar graças às partículas que constituem o ar; Porque não pode haver música no espaço?
- Parar o filme sempre que aparecem novos símbolos gráficos, e abordar individualmente cada um desses elementos;
- Discutir o facto dos sons apresentados no filme serem "digitalizados" e não acústicos.
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| TEMAS PARA REFLEXÃO |
- O primeiro tema que se coloca com o filme é a oposição entre culturas de tradição oral e escrita. Porque se escreve a Música? Que Músicas se escrevem? Será que os grupos de PopRock, os fadistas ou os grupos de Música Tradicional escrevem as suas Músicas?
- Que relações se podem estabelecer entre a Música, a Literatura, a Matemática e a Física?
- Quando se terá começado a escrever Música na História? Que implicações para a imprensa musical?
- Será que a música de outras culturas se pode escrever com os mesmos símbolos da música ocidental? Sendo a Música uma linguagem universal haverá uma notação musical também universal? As escalas indianas ou árabes escrevem-se com as notas que conhecemos? Os ritmos africanos escrevem-se com as figuras apresentadas no filme?
- Uma obra literária não apresenta, por norma, vários textos sobrepostos porque se tornariam ininteligíveis. Porque pode a Música sobrepor numa partitura 8, 10, 20 ou 50 linhas musicais diferentes e o todo fazer sentido? Será que o compositor escreve uma linha de cada vez e as sobrepõe no final, ou escreve todas as linhas em simultâneo?
- Porque haverá hoje partituras que figuram em museus de pintura contemporânea com mais significado que em arquivos musicais, como as de John Cage no Museu de Nova Iorque?
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| DOCUMENTAÇÃO DE APOIO PEDAGÓGICO E CIENTÍFICO |
- ARDLEY, Neil, Guia de Música para Jovens Ouvintes,1996, Livraria Civilização Editora, Portugal;
- ASSELINEAU, M. e E. Berel, Écoute et Découverte des Instruments, 1988, Editions J. M. Fuzeau s.a., France;
- BERG, Richard E. and STORK, David G., The physics of sound, Prentice-Hall, New Jersey
- CAGE, John, Silence, Lectures and Writings, 1968, Marion Boyars Publishers Ltd., London;
- HARLEN, Wynne et al. (dirs.), Sound and music: teachers' guide, 1995,Nuffield-Chelsea Curriculum, Science Processes and Concept Exploration, London;
- HENRIQUE, Luís, Instrumentos Musicais, 1994, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa;
- KENNEDY, Michael, Dicionário Oxford de Música, 1994, Publicações Dom Quixote, Lisboa;
- LEIPP, E., Acoustique et Music, 1984, Masson, Paris;
- MAERSCH, Klaus et al., Atlas de los instrumentos musicales, 1994, Alianza Editorial, Madrid;
- MICHELS, Ulrich, Atlas de Música, I, 1982, Alianza Editorial, Madrid;
- SMALL, Christopher, Música.,Sociedad. Educacion, 1989, Alianza Editorial, Madrid;
- WILKINSON, Roy, Orchestral Instruments with Listening Guide, 1991, Music Plaza Pte Ltd, Singapore;
- FLAMINIA (ed.), Nocturnos, (2002), François Aubry, ONFC;
- FLAMINIA (ed.), Taa Tam, (2006), André Leduc, ONFC.
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