GUIÃO DE EXPLORAÇÃO PEDAGÓGICA
Concebido por Ana Carvalhal de Melo

DESTINATÁRIOS

Jovens a partir dos 12 anos e adultos. Em contexto escolar, aconselhado no Ensino Secundário e Superior. Recomendado para utilização em contexto laboral.

OBJECTIVOS
  • Reconhecer o conflito como fenómeno indissociável da própria natureza das relações Humanas;
  • Identificar situações desencadeadoras do conflito;
  • Identificar a existência de diferentes estilos pessoais ao lidar com conflitos: Evitamento, Acomodação, Luta e Compromisso;
  • Sensibilizar para as diferentes estratégias de resolução de problemas;
  • Promover a análise e discussão das consequências de cada uma das estratégias adoptadas, suas vantagens e desvantagens;
  • Alertar para os perigos da escalada do conflito;
  • Identificar o papel da comunicação e da escuta activa na resolução de conflitos;
  • Conhecer os diferentes estilos de Comunicação: Agressivo, Passivo e Assertivo;
  • Promover estilos de comunicação assertivos;
  • Incentivar a expressão adequada de emoções em situação de conflito.
CLARIFICAÇÃO DE CONCEITOS
  • Conflito;
  • Visão dinâmica do conflito, constituindo ele próprio parte integrante da solução;
  • Consequências da escalada do conflito;
  • Empatia, como capacidade a desenvolver de forma a permitir o entendimento e o respeito pelo Outro;
  • A diversidade de estratégias de resolução de conflito;
  • A frustação, pressão e agressão como consequências psicológicas e sociais do conflito;
  • Estilos de comunicação: Assertivo, Passivo e Agressivo;
  • Atitudes de cooperação e colaboração vs evitamento e acomodação.
ACTIVIDADES DE EXPLORAÇÃO PEDAGÓGICA
Sugere-se que estas actividades sejam desenvolvidas sempre que possível em grupo, num ambiente de franqueza e abertura, respeitando a confidencialidade e o respeito pelas ideias expressas.
PRÉ-VISIONAMENTO
  • Sensibilização prévia para o tema, através da identificação de situações de conflito que ocorrem na vida quotidiana de cada um dos elementos;
  • Sugerir a cada elemento que durante alguns momentos reflicta sobre o seu estilo pessoal de lidar com os conflitos, cada um dos participantes poderá registar individualmente numa folha a distribuir pelo animador/formador;
  • Seleccionar uma das situações de conflito verbalizadas e, propondo ao grupo inicial a sua divisão em sub-grupos, solicitar a cada um destes que debata a situação e que através de um porta-voz apresente a estratégia encontrada para lidar com o conflito;
  • O formador/animador da sessão deverá fazer uma pequena súmula das respostas apresentadas, dando ênfase à diversidade de soluções.
PÓS-VISIONAMENTO
  • Sugere-se que nos sub-grupos inicialmente já formados se proceda à identificação dos principais momentos do filme, atendendo aos seguintes pontos:
  • Análise da situação que desencadeou o conflito;
  • Comportamentos e atitudes das diferentes personagens;
  • Identificar as possíveis soluções inicialmente avançadas pela primeira personagem da animação, que nos são apresentadas através das “cenas rewind”, explorando o trajecto de cada uma delas;
  • Consequências do conflito para cada uma das partes;
  • Avaliar as consequências das estratégias mal-adaptativas nomeadamente quanto à prossecução dos objectivos e a diminuição da produtividade.
  • Esta actividade poderá ser desenvolvida através de uma ficha de trabalho, onde os grupos deverão registar as suas respostas aos pontos de reflexão propostos.
  • Sugere-se a confrontação das diferentes respostas avançadas por cada um dos sub-grupos. O animador da sessão deverá registar as respostas num quadro de conferência permitindo a visualização das respostas a todos os elementos;
  • Num momento posterior é sugerido um segundo visionamento do filme, orientado para a fase da resolução do conflito. O debate que se seguirá deverá ser orientado segundo os seguintes pontos:
  • Exploração de emoções e comportamentos que normalmente ocorrem na situação de conflito;
  • Identificar os estilos de comportamento adoptado por cada uma das personagens;
  • Identificar os momentos de mudança de estratégia;
  • Focar a importância de soluções de compromisso.
  • Num momento final é sugerido que cada um dos participantes elabore uma regra de carácter pessoal que pense ser útil na resolução de situações de conflito e que a partilhe com o grupo dando algumas indicações explicativas sobre a sua escolha.
DOCUMENTAÇÃO DE APOIO PEDAGÓGICO E CIENTÍFICO
  • ARNOLD, H. J., & FELDMAN, D. C., (1986), Organizational Behaviour, Florida, McGraw Hill;
  • CUNHA, M. P., REGO, A., CUNHA, R. C., & CARDOSO, C. C., (2003), Manual de Comportamento Organizacional e Gestão, Lisboa, Editores RH;
  • DRENTH P. J., THIERRY, H., & WOLFF, C. J., (1998), Handbook of Work and Organizational Psychology, Sussex, Psychology Press;
  • FACHADA, M. O., (1998), Psicologia das Relações Interpessoais, Lisboa, Edições Rumo;
  • MIRANDA, S., (2003), Oficina da Dinâmica de Grupos, Vol.II, 5ª.Edição, São Paulo, Papirus Editora;
  • TJOSVOLD, D., & TJOSVOLD, M., (1995), Psychology for Leaders, New York, John Wiley & Sons, Inc.;
  • FLAMINIA (ed.), Quando a poeira assentar..., (2001), Louise Johnson, ONFC;
  • FLAMINIA (ed.), E se o caos se instala?, (2001), Richard Condie, ONFC;
  • FLAMINIA (ed.), A Valsa dos Brutos, (2001), Janet Perlman, ONFC.

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