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GUIÃO DE EXPLORAÇÃO PEDAGÓGICA
Adaptado do ONFC por Susana Lemos
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| DESTINATÁRIOS |
| Destinado a jovens a partir dos 12 anos de idade. Para utilização em contexto escolar ou de formação. |
| OBJECTIVOS |
- Reflectir acerca da Internet enquanto meio de comunicação;
- Desenvolver o pensamento crítico dos alunos relativamente à Internet;
- Alertar para a variedade de informação e de contactos estabelecidos na Internet e para os perigos associados;
- Analisar e distinguir situações de risco on-line;
- Dar a conhecer situações, baseadas em factos reais, de casos mal sucedidos que tiveram o seu início numa navegação na Internet;
- Proporcionar aos alunos a aquisição de conhecimentos relativos ao modo de funcionamento da Internet;
- Sensibilizar para a importância da Internet como fonte de informação e para a necessidade de saber interpretá-la correctamente.
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| CLARIFICAÇÃO DE CONCEITOS |
- Internet enquanto meio de comunicação;
- Realidade e ciberespaço;
- Internet como fonte de informação relevante, por um lado, e de informação que comporta perigos, por outro;
- Riscos e vantagens de navegar na Internet;
- Perigos associados à variedade de pessoas e contactos estabelecidos na Internet.
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| ACTIVIDADES EM TEMPO DE PRÉ E PÓS VISIONAMENTO |
| PRÉ-VISIONAMENTO |
- Antes do visionamento do filme, sugere-se que o educador/professor explore a familiaridade dos alunos com a Internet. Exemplos:
- Quanto tempo, onde e como utilizam a Internet?;
- Compreendem todos os termos usados na Internet?;
- Participam em grupos de chat?;
- Existem regras na escola que controlam as navegações dos alunos na Internet?;
- Costumam utilizar a Internet em casa? Para estudar? Têm regras específicas? Os pais estão presentes ou supervisionam-os?;
- Em alguma altura encontraram alguma coisa ou alguém, durante uma navegação na Internet, que os deixou menos confortáveis?
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| VISIONAMENTO |
- Os alunos deverão anotar todos os termos, expressões ou partes do filme que não tenham compreendido, para posterior discussão;
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| PÓS-VISIONAMENTO |
- O educador/professor pode pedir aos alunos para comentarem o filme visionado;
- Partindo das anotações feitas pelos alunos durante o visionamento do filme, o professor poderá promover uma discussão com vista a esclarecer alguns pontos do filme que suscitaram dúvidas (para facilitar a tarefa podem voltar a ser visionadas algumas cenas do filme);
- O educador/professor deve trabalhar algumas questões que ficam em aberto no filme. Por exemplo:
- Quem pensam que é o rapaz que aparece na fotografia? Qual a sua relação com Adam?;
- O que é que Angel quer dizer quando afirma: “Tu, Adam, melhor do que ninguém, deverias saber.”?;
- Quando entram na “cibercave” Angel lembra a Adam: “Nós não somos enganados. Nós enganamo-nos a nós próprios.”. O educador/ professor pode pedir aos alunos para dizerem o que é que aquela afirmação tem a ver com as responsabilidades individuais de encontrar e dizer a verdade. É importante transmitir aos alunos a ideia de que nas conversas on-line as pessoas não dizem sempre a verdade e que se deve mesmo omitir dados pessoais e confidenciais, com o fim de evitar problemas;
- Promover uma discussão acerca do impacto do filme nos alunos. O educador/professor pode basear-se na seguinte parte do diálogo: Adam: “(...) Da maneira como estás a falar, nunca mais volto a estar on-line.”. Pedir aos alunos que interpretem a afirmação, perguntando se o filme lhes despertou o mesmo sentimento e se os incentivou a ter mais precauções daí em diante;
- Pedir aos alunos que descrevam situações reais, de risco, vivenciadas pelos próprios ou por outrem, que se tenham iniciado através da Internet; poder-se-á usar as situações descritas no filme e apresentadas em forma de notícia da TV. Segue-se uma análise pormenorizada, cujo objectivo será levar os alunos a compreender melhor que os riscos existem e são reais e que devem ter o máximo de precaução quando estiverem on-line; transmitir a ideia de que à mínima suspeita de alguma o facto aos pais, professores ou a qualquer outro adulto de confiança;
- O educador/professor pode pedir ao grupo para se dividir em dois; um dos grupos deve fazer uma lista de vantagens proporcionadas pela Internet e o outro grupo, uma lista de riscos, apresentando-os, em seguida. É importante ter em conta que para não se desperdiçar as oportunidades apresentadas pelas novas tecnologias, em especial a Internet, é necessário reconhecer os seus pontos fortes e fracos de modo a poder canalizar o uso das mesmas para garantir benefícios;
- Propor aos alunos que realizem um cartaz com as principais precauções, quando se navega na Internet.
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| ACTIVIDADES DE APOIO |
- O educador/professor pode propor aos alunos que construam um glossário com os termos mais utilizados na Internet. Este glossário pode ser feito em cartolinas coloridas para ser afixado, posteriormente, possibilitando que outros colegas tenham acesso à informação;
- Solicitar aos alunos que pesquisem, em casa e com a ajuda dos pais, sites que forneçam informação importante acerca das precauções a tomar quando se navega na Internet (quer por parte dos jovens, quer por parte dos pais);
- O educador/professor poderá convidar um agente de segurança para esclarecer os alunos acerca dos tipos de crimes que ocorrem, ou se desencadeiam on-line. (por exemplo, a Polícia Judiciária elaborou uma lista de cuidados a ter com a Internet - ver documentação de apoio - que poderá ser bastante útil para completar o esclarecimento da temática);
- Pedir aos alunos que construam, em grupos de 4, uma lista com os novos códigos de comunicação utilizados pelos jovens internautas; poderão elaborar uma composição sobre a Internet enquanto meio de comunicação por excelência, utilizando esse mesmo código;
- Com o objectivo de familiarizar os alunos com os conceitos utilizados na linguagem da rede Internet, e ainda, levá-los a reconhecer critérios que diferenciam uma home-page de outra, o educador/professor poderá propor uma actividade que permite desenvolver nos alunos competências ao nível da construção de uma página da Web. Nesta actividade, os alunos poderão projectar páginas da Web completas, incluindo texto, elementos gráficos e links de hipertexto. Depois de acrescentar planos de fundo, botões de navegação e efeitos audiovisuais, eles deverão rever o trabalho em função dos comentários e sugestões do professor e dos colegas. O resultado assim obtido será divulgado através da Internet, para que o mundo inteiro possa vê-lo! O educador/professor poderá recorrer a alguém especializado nesta área.
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| DOCUMENTAÇÃO DE APOIO PEDAGÓGICO E CIENTÍFICO |
- http://www.getnetwise.org/safetyguide/tips/ kids.shtml;
- http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/ estadao.html;
- http://www.instructionaldesign.com.br/ materias/especialistas_defendem_os_novos.htm;
- http://www.minerva.uevora.pt/internet-segura/ligacoes.htm;
- http://www.msn.com.br/informatica/criancas/;
- http://www.policiajudiciaria.pt/htm/noticias/ alerta_internet.htm;
- http://www.portaldafamilia.org/artigos/ artigo054.shtml;
- http://www.rnw.nl/parceria/html/ so020813jovensinternet.html;
- http://www.safekids.com/;
- http://www.smartparent.com/;
- http://bocc.ubi.pt/pag/abrantes-jose-carlos-jovens-internet.html;
- COIMBRA, Maria Assumpta Pimenta Dias, A (in)evitável educação digital: um olhar sobre a utilização da Internet no ensino, Tese de Mestrado em Ciências da Educação, 1998;
- FERNANDEZ, Améia San Millán, Como proteger a sus hijos en el ciberespacio, Espasa Calpe, S.A., 2000;
- FLAMINIA (ed.), Duelo, (2002), Pavel Koutsky, ONFC;
- FLAMINIA (ed.), TV Tango, (2002), Martine Chartrand, ONFC.
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